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19 de julho de 2019

Programa de Castelo de Vide


“Dedicado à tradição judaica e medieval” de Castelo de Vide, realizou-se no passado dia 27 de Junho o primeiro concerto do Festival de música "Sons com História" tendo sido convidadas as Vozes Alfonsinas para a abertura do referido Festival.

29 de junho de 2016

VOZES ALFOSINAS em LEIRIA, no ARQUIVO DISTRITAL

As Vozes Alfonsinas apresentar-se-ão esta noite no Arquivo Distrital de Leiria no âmbito do centenário desta instituição, que está de parabéns.

O concerto integra-se no 34º Festival de Música em Leiria.

As Vozes Alfonsinas estrearam-se em concerto em 1995 no Castelo de Leiria, neste preciso festival de Música, quando ainda ia na sua 13ª edição. É bom voltar à casa que primeiro nos acolheu!

Fica aqui o programa do concerto desta noite:



VOZES ALFONSINAS

Vozes do Arquivo: História ao vivo


PROGRAMA (LEIRIA, 29/6/2016)



1ª Parte: Música medieval

Da Missa do Galo na arquidiocese de Braga
1. Anónimo, Epístola de S. Paulo a Tito, com tropo Gaudeamus (Braga, Arquivo Distrital, Missal de Mateus)

Do Ofício comemorativo da trasladação de S. Vicente para a Sé de Lisboa
2. Anónimo, responsório Ut cum sacrum passu gravi (Lisboa, Arquivo da Casa da Moeda)

Polifonias do Santoral
3. Aimeric Picaud, Ad honorem regis summi (Compostela, Códice Calixtino)
4. Anónimo, Exultat celi curia (Arouca, Museu de Arte Sacra, MS 25)

Devoção a S. Maria
5. Ofertório tropado Recordare Virgo Mater (Lisboa, BN, Processional-Tropário de Alcobaça)
6. Alfonso X de Castela e Leão, Cantiga de Santa Maria nº 421: Nembre-sse-te, Madre (El Escorial, códice dos músicos)

Textos litúrgicos de uso ordinário
7. Benedicamus Domino (Lisboa, TT, processional de Lorvão)
8. Kyrie Christe cuius (Leiria, Arquivo Distrital, Tratado de música)
9. Versão polifónica da Antífona Asperges me (Leiria, Arquivo Distrital, fragmento)

Cantigas profanas galego-portuguesas
10. Alfonso X de Castela e Leão, Com'eu en dia de Pascoa (contrafactum)
11. Dom Dinis/Peire Vidal, Quer'eu em maneira de proençal (contrafactum)
12. Peire Vidal, Pois tornatz sui en Proensa (instrumental)
13. Dom Dinis, cantiga d'amor Pois que vos Deus, amigo, quer guisar (Lisboa, TT, fragmento Sharrer)
14. Johan Garcia de Guilhade, Vi hoj' eu donas mui ben parecer (adaptação)



2ª Parte: Música do século XVI
               
Música religiosa
15. Gonçalo de Baena, Ave maris stella, a 3 vozes [Lisboa, Arte para Tanger, nº 31a]
16. António de Baena, Sanctus da Missa «Sola la fare mi vida», a 4 vozes [Lisboa, Arte para Tanger, nºs 57a-58a]

Música cortês
17. Luís Milán, Fantasia (instrumental)
18. Anónimo, Senhora quem vos disser, a solo (Paris, Cancioneiro Masson)
19. Anónimo, «Endechas de Canarias» (instrumental)
20. Anónimo, Si tantos monteros (instrumental com declamação)
21. Anónimo, Minina dos olhos verdes, a três vozes (Paris, Cancioneiro Masson)
22. Anónimo, Na fonte está Lianor, a três vozes (Paris, Cancioneiro Masson)
23. Anónimo, Venid a sospirar, a três vozes (Cancioneiro de Elvas e Cancioneiro de Belém)

13 de outubro de 2015

Música em Lisboa, 1536



NOTAS AO PROGRAMA

Na Lisboa do tempo de D. João III a música era rica e diversa. Restam, contudo, poucos testemunhos da mesma, já porque só alguma da música era escrita, já porque muitas das fontes se perderam por desuso, incúria, ou acidente (mormente na voragem do terramoto). Fiel ao seu propósito de recuperar a memória do património musical mais antigo, as Vozes Alfonsinas propõem neste concerto revisitar repertório, até há pouco inédito, da Capela Real e da Sé de Lisboa, juntando-o com canções profanas e peças instrumentais que circulavam na corte.
            Duas fontes assumem neste programa especial relevo: o primeiro livro impresso na Península Ibérica com repertório vocal adaptado para tecla, autorizado em 1536 e publicado em Lisboa em 1540, e um fragmento medieval que correspondente ao Ofício lisbonense para a trasladação de S. Vicente, impresso em 1536. No mesmo ano foi também publicado o livro El maestro, do vihuelista Luís Milán, dedicado ao rei de Portugal, pelo que as composições aí incluídas foram certamente ouvidas em Lisboa.
            Em 1992, Alejandro Iglesias anunciou a descoberta de uma cópia da Arte novamente inventada pera aprender a tanger de Gonçalo de Baena. Apesar de haver notícia da respectiva licença de impressão, dada em 1536 pelo rei D. João III — a quem o volume é dedicado ­—, o livro julgava-se perdido, ou nunca concretizado. Tendo-se localizado o volume na Biblioteca do Palácio Real em Madrid, a investigadora Tess Knighton foi a primeira a examiná-lo em profundidade, produzindo um estudo exemplar; mas a edição completa do livro só em 2012 foi publicada pelo CESEM em Lisboa, incluindo quase três dezenas de peças até agora desconhecidas, a que foi finalmente devolvida a oportunidade de soar, não só no seu arranjo para tecla, mas também em versões para vozes, laboriosamente reconstituídas.
            Destacam-se peças atribuídas a Gonçalo de Baena, músico de origem sevilhana residente na corte lisbonense desde c. 1500, e seu filho António, que figura junto com dois irmãos em documentos datados de 1515 e 1516, nos quais todos eles são identificados como executantes de viola de arco (viola da gamba). As Vozes Alfonsinas fizeram a estreia moderna de algumas destas peças em 2012, e neste concerto ampliam esse esforço.
            Entretanto, em 2010 foi descoberto, no Arquivo da Casa da Moeda, um fragmento medieval com enorme importância histórica: o único testemunho sobrevivente da liturgia medieval da Catedral de Lisboa com a sua música. Faz parte do ofício que comemora a trasladação lisboeta dos restos de S. Vicente em 1173, desde então padroeiro da cidade.
            O resto do ofício foi impresso, sem música, em 1536, como parte do Próprio dos Santos que se quis salvaguardar na liturgia da Sé apesar da adopção, nesse mesmo ano, do rito romano; contém uma narração dos factos de 1173 (a invenção e trasladação das relíquias), diferente da narrativa oficial de mestre Estêvão. Em 2013 foi feita uma edição crítica completa (texto e música), tendo em conta o impresso quinhentista. O ofício parece estar relacionado com a campanha de promoção do culto vicentino na Sé pelo rei D. Afonso IV, em meados do século XIV; foi cantado na Sé todos os anos a 15 de Setembro, até à época de Filipe II, altura em que foi substituído por outro formulário. Desde então não se cantou em Lisboa o Ofício antigo, o que torna este concerto um marco de importância excepcional.


23 de maio de 2013

CISTERMÚSICA 2013

As Vozes Alfonsinas apresentar-se-ão em concerto no Cistermúsica 2013 - XXI Festival de Música de Alcobaça no próximo dia 12 de Julho de 2013.

O programa do concerto será uma repetição do último efectuado nos Dias da Música 2013 - CCB, "Os Trovadores: Imagem Romântica, Música Medieval":



Os trovadores: imagem romântica, música medieval

I        Da Provença à Ibéria. Jogos de humor.

1. Peire Vidal: Pos tornatz sui en Proensa (versão instrumental)
2. Arnaut Catalan e Alfonso X, tenção satírica Senher, ad-ars ie'us venh' querer
 
II      Romantismo e amor cortês (a pretexto de Verdi)
3. Roi Paes de Ribela: cantiga d' amor Par Deus, ai dona Leonor
4. Joan Airas de Santiago: cantiga d'amigo Foi-s’o meu amigo a cas d’el-rei
5. João Soares Coelho, cantiga d' amor En grave dia, senhor, que vos vi
 
III       Ascensão artística dos jograis (a pretexto de Wagner)
6. Martim Soarez, cantiga de maldizer: Foi um dia Lopo jograr
7. Anónimo: Estampie royale nº 3
8. Lourenço, cantiga d'amigo: Amiga, des que meu amigo vi
9. João Peres d'Aboim e João Soares Coelho, tenção: João Soarez, comecei
10. Anónimo: Estampie royale nº 5
11. Lourenço, cantiga d'amigo: Assaz é meu amigo trovador
12. João Peres d'Aboim e Lourenço, tenção: Lourenço, soías tu guarecer

IV     Mistura final (a pretexto de Herculano)
13. Pero da Ponte, cantiga d'amor (rondel): Senhor do corpo delgado
14. Anónimo italiano: I' senti' matutino (versão instrumental)
15. João Garcia de Guilhade: Vi hoj'eu donas mui bem parecer

É já em Julho. 
Venha ouvir-nos e festejar connosco os nossos 18 anos de actividade!

Vozes Alfonsinas will perform the program "The Troubadours: Romantic Image, Medieval Music" in Cistermúsica 2013 - XXI Festival de Música de Alcobaça, on July, 12th.


19 de novembro de 2008

PROPOSTAS de PROGRAMA

As Vozes Alfonsinas apresentam-se em concertos com os elementos base do grupo sendo que, e para alguns programas específicos, recorre a músicos convidados que lhes possibilitam abarcar obras que necessitem de mais instrumentos, mais cantores ou ambos.

Propõem-se, normalmente, uma série de programas diferentes que têm a particularidade de versar uma determinada época, estilo musical ou, e por vezes, apenas o documento (cancioneiro) que guarda as peças interpretadas.

São estas as propostas mais estruturadas mas a possibilidade de ajustamento a programas mais ou menos específicos é sempre possível.

Polifonias Arcaicas

Este programa faz uma visita guiada a alguns dos mais interessantes exemplos da polifonia europeia dos primeiros tempos, dos ensaios de acompanhamento instrumental feitos no sul de França, no século XI, aos grandes monumentos do período gótico francês, passando pela peça mais antiga a duas vozes escrita em Portugal (Arouca), pelo Códice Calixtino de Compostela e pelo mosteiro de Las Huelgas em Burgos. Um percurso original segundo a investigação mais actualizada, servido por vozes flexíveis e potentes.

A Canção Hispano-Arábe e Medieval Ibérica

Alfonso X

Al-Shushtari

Ibn Zuhr

Al-A’ mà/Ibn Baqi?

Martin Soarez

Joan Airas

Roi Fernandes

Dom Dinis

Martin Codax

Apontamento Trovadoresco
Cantigas de Santa Maria
Dom Dinis
Martin Codax
Joan Airas de Santiago
Joan Lobeira
Roy Fernandes de Santiago

A Canção nas Cortes Medievais e do Renascimento

O percurso de quase trezentos anos proposto neste programa evidencia os traços de continuidade entre as práticas musicais das cortes europeias ao longo desse período, e também as transformações entretanto ocorridas. Do princípio ao fim, propõem-se canções de temática amorosa.

O Livro do Bom Amor – Música do Tempo de D. Inês

O cerne deste programa musical é constituído por narrativas literárias e canções das cortes europeias do tempo de D. Pedro e de D. Inês de Castro. Trata-se de música a uma, duas e três vozes.

Do Amor Divino ao Bom Amor de D. Inês

O "Livro do Bom Amor" de Juan Ruiz (c. 1330-43), que poderá estar suposto no programa iconográfico do túmulo de D. Inês, é um marco no desenvolvimento da literatura ibérica no século XIV; o autor interlaça na sua narração as noções de amor divino e de amor humano, recorrendo também à simbologia numérica para sublinhar essa inter-relação. Entremeado com este texto poético, poder-se-á escutar um programa musical constituído por peças da tradição trovadoresca galego-portuguesa e dos compositores contemporâneos de D. Pedro e D. Inês, designadamente Philippe de Vitry e Guillaume de Machaut em França, Jacopo da Bologna e o jovem Landini em Itália.

O Manuscrito “Porto 714” – Canções das Cortes Europeias no Século XV

O manuscrito 714 da Biblioteca Pública Municipal do Porto é uma das mais importantes fontes musicais do século XV, Nesta proposta de concerto, poderão interpretadas, pela primeira vez, todas as canções polifónicas copiadas na segunda secção do livro, incluindo algumas nunca antes interpretadas em época moderna. Em versão instrumental, ouviremos ainda outras peças polifónicas contemporâneas, oriundas de França, de Nápoles, ou mesmo da área germânica, entre as quais uma canção cujo título — "Portugaler" — indicia uma relação, que permanece por esclarecer, com personagens portugueses.

Os Europeus na Rota das Especiarias

Época medieval

Do al-Andaluz ibérico dos séculos XII/XIII (canções de autores ibero-árabes, Cantigas de Santa Maria com influência perso-árabe) ao norte de Itália nos finais do século XIV (peças instrumentais de influência oriental; peças vocais de Maestro Piero, Bartolino da Padova e Filipoctus de Caserta).

Época das descobertas

Música inspirada pelas Ilhas Canárias, música do colégio jesuíta de Goa, vilancicos "negros" ou "guineos".

Para contactos utilize o mail vozesalfonsinas@gmail.com